quinta-feira, 29 de julho de 2021

HC REC #36: Tiago Sá - Querelas de Brasília (2021)

Tiago Sá por Andressa Munizo

Tiago Sá é músico, produtor, cantor e compositor com influências que vão do rock ao reggae, passando pela música brasileira até a eletrônica. Ele começou sua carreira ainda na década de 1990 e tem dois álbuns autorais lançados: “Reação da Alquimia” (2012) com produção de Lucas Santtana e “Música pra te aguçar” (2019). Ambos lançados de maneira física e fora dos serviços de streaming atuais. Agora, o artista lança digitalmente o EP “Querelas de Brasília”, que tem esse nome em referência a Aldir Blanc e ao complicado momento político do nosso país. A política e o protesto dão o tom das letras do EP e a sonoridade viaja pelo rock, a eletrônica, o dub e a música brasileira ao longo das três faixas do trabalho, que está disponível para download no bandcamp do nosso selo.

Tiago Sá is a musician, producer, singer and composer with influences ranging from rock to reggae, passing through Brazilian music to electronic music. He started his career in the 1990s and has released two albums: “Reação da Alquimia” (2012) produced by Lucas Santtana and “Música pra te aguçar” (2019). Both released physically and outside of current streaming services. Now, the artist digitally releases the EP “Querelas de Brasília”, which is named after Aldir Blanc and the complicated political moment in our country. Politics and protest set the tone for the EP lyrics and the sound travels through rock, electronics, dub and brazilian music throughout thethree tracks of the work, which is available for download on our label's bandcamp.

Ouça/ baixe no seu streaming favorito (os mais populares do Brasil abaixo)/ Listen/download on your favorite streaming (the most popular in Brazil below):



FICHA TÉCNICA:

Produzido Por /Produced By: Tiago Sá 
Mixagem/ Mastererização por/ Mix & Master by: Ricardo Ponte 
Capa por/ Cover By: Imaginarte 
Lançamento/ Released By: Hominis Canidae REC

quinta-feira, 15 de julho de 2021

O beatmaker paraibano Amaro Mann lança clipe para versão ao vivo de “A Cura”.


Dois meses após o lançamento do EP “Refúgio”, o novo trabalho do beatmaker paraibano Leo Marinho sobre a alcunha de Amaro Mann, ele volta a cena com um clipe ao vivo de “A Cura”, faixa que abre o EP e que figurou em diversas playlists no Brasil e fora dele. O vídeo foi gravado na casa do Amaro Mann. “O vídeo reflete bem a vibe do EP, pois foi gravado aqui no meu "refúgio", na sala de casa, cercado pelas minhas plantas, no mesmo espírito, aliás, dos vídeos que eu fiz pro #30dias30beats 2020, no período em que as músicas do disco começaram a ser concebidas. Foi captado pela minha companheira, que também concebeu o cenário. Depois, Rieg contribuiu com todo seu talento na edição, incorporando efeitos, texturas, samples de vídeos e grafismos”, conta Leo Amaro Mann.

Sobre os Sobre os grafismos e efeitos do clipe, o produtor e videomaker Riegulate explica: “Esse clipe foi um pouco inspirado no filme Waking Life, que tem essa filosofia do uso de desenho com humanos.  Eu pensei nisso a partir do conceito da capa do EP Refúgio, feita pelo Filosofino. Uma coisa desenhada, meio aquarela e natureza. E a casa do amaro Mann é bem cheia de natureza. Pra mim, no clipe é como se Amaro fosse essa figura sobrenatural entre os planos, que a música vai conduzindo o vídeo em meio a natureza. Isso tudo é meio fluido entre as dimensões e cria vibe positiva entre o ambiente e as imagens. O Amaro Mann é o personagem principal que vive nesse mundo”.

Além de um  clipe para uma música do novo EP, Amaro aproveitou a oportunidade pra reformular sua composição, criando uma versão ao vivo, mais psicodelia e mais adubada da canção. “A ideia para a versão foi brincar um pouco com os arranjos, estendo alguns trechos e aplicando efeitos diversos, um dubzinho ainda mais relax que a versão do EP, mantendo os riffs de piano elétrico e o solinho de guitarra”, conta o artista.

O EP "Refúgio" tem quatro canções, foi lançamento pelo selo digital Hominis Canidae e está disponível em todos os streamings (ouça no seu favorito clicando aqui). Também é possível baixar o EP em diversos formatos no bandcamp do selo.

Veja o live clipe de “A Cura” no youtube do Hominis Canidae:

quarta-feira, 7 de julho de 2021

HC REC #35: D_M_G (feat. Bixarte) - "Sendo Realista (REMIX)" (Single - 2021)

D_M_G por Rafael Passos

 O D_M_G (lê-se Demege) traz para os palcos a simbiose entre as batidas da música eletrônica com samplers visuais, com a interação de um músico fazendo a sua performance ao vivo. O duo formado pelos paraibanos @Riegulate e @BigJesi, participa do núcleo criativo do estúdio BBS e apresenta mashups de músicas modernas do mundo pop, filmes antigos e de bandas locais de João Pessoa, sempre criando em uma experiência espontânea e autoral, como é o caso do remix da "Sendo Realista", da MC Bixarte, que conta com participação da mesma. Esse é o primeiro single/ remix lançado pelo D_M_G no nosso selo, e está pra download em vários formatos no nosso bandcamp.

Ouça/ baixe no seu streaming favorito (os mais populares do Brasil abaixo): 



FICHA TÉCNICA:

Produzido, Mixado e Masterizado por: Riegulate e Big Jesi no BBS Estúdio
Capa por: Riegulate.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

O novo clipe do HANNI PALECTER é deleite visual sobre o universo totsaku e o caos!


 No universo de Hanni Palecter, o choque, o impacto, a liberdade, o extravasar de energias, a ironia e o desconforto estético e sonoro são um caminho necessário para as pessoas incautas saírem de dicotomias, polarizações, discursos com emoções confusas. No clipe para o “CRECA V” do álbum CRECA lançado no final de abril em todos os streamings, (ouça no seu streaming favorito aqui), a ideia foi recorrer a imagens de banco de dados, de filmes b, series japonesas, tudo com o intuito de gerar o deleite do desconforto visual atrelado ao sonoro.

Nas palavras do misterioso Hanni Palecter, criador do som e do vídeo: “A ideia para o vídeo foi unir imagens que me fascinam no universo tokusatsu. Monstros horrorosos e explosões. A música tem influência e alguns samples de gêneros como grunge, trap, e estética grindcore/crust."

Assista o video:

Sobre o artista:
 
Hanni Palecter é um projeto misterioso de Recife, que mistura rap experimental, rock, música eletrônica, lo-fi, noise e pop. A proposta sonora distópica, nasceu em meio a neurose do mundo pandêmico. Cantando em língua própria, expondo anseios tão humanos e cada vez menos entendidos por nós mesmos. O mistério fica por conta do fato de o artista não ter interesse em aparecer, nem nos holofotes do mundo moderno, ainda não tendo divulgado sua identidade.
 
Conheça/ ouça “Volume 1” (Janeiro de 2021), primeiro álbum do projeto 
clicando aqui.

Conheça/ ouça “CRECA” (Abril de 2021), segundo álbum do projeto clicando aqui.

 Instagram | Twitter | e-mail: hannipalecter@gmail.com

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Eu quero partilhar a vida boa com vocês: pela democratização das escutas nos streamings.

 

Por Arthus Fochi.


A conversa hoje é séria. De antemão aviso que este texto é destinado a todos que trabalham ou não com música, ouvintes, produtores ou não, enfim, a todos que possam tirar da linha lógica aqui apresentada alguma analogia com a sua área de atuação ou trabalho. Vou expor algumas reflexões sobre o mercado da música e a conivência de alguns artistas/produtores/curadores que contribuem para um sistema de desigualdade e que, no decorrer desta experiência da música digital legalizada, provoca um esvaziamento cultural na sociedade - falta de perspectiva objeto/tempo, distanciamento entre fazer artístico e sociedade. Espero que ao final da leitura vocês compartilhem.

Eu, Arthus Fochi, desde que tinha doze anos comecei a estudar música e a partir dos quinze passei a me interessar por uma equação simples: compor, gravar, distribuir. Peguei o final de uma prática comum entre os apaixonados por música: a troca de fitas cassete e discos. Vivia na Região Dos Lagos no Rio de Janeiro, e o acesso a certas discussões e posições políticas e filosóficas vinha através da pequena cena local de Punk/Hardcore.

A chamada “pirataria” era algo comum na internet discada. No começo dos anos 2000, alguns poucos, que tinham acesso à internet, usavam a madrugada para baixar álbuns novos, muitos sem saber do que se tratava. Buscava-se por gênero e pelo gosto de usuários já conhecidos nas plataformas peer-to-peer como SoulSeek. A passagem desse modelo (que anos depois eu saberia tratar-se de pirataria) ao que vivemos hoje, do streaming legalizado, aconteceu de forma muito rápida. My Space, Reverbnation, SoundCloud, Bandcamp, todas essas plataformas surgiram em meio ao processo de profissionalização do próprio trabalho artístico de uma geração.

Hoje, depois de sete anos que o Spotify desembarcou no Brasil, muitos artistas não sabem como funcionam o mercado, as diferenças entre uma agregadora e uma distribuidora, e o que fazer para não apenas investir um longo período da vida em um trabalho que vai apenas entrar no vácuo da famosa plataforma de streaming.

Vou direto ao ponto da questão: o Spotify é atualmente o serviço de streaming mais ouvido no país. Ele consolidou um mercado baseado em playlists que funciona da seguinte forma: playlists editorias (supostamente feita por curadores), playlists algorítmicas (que distribuem sua música para mais usuários dependendo da performance/taxa de skip/ compartilhamento) e através de playlists dos próprios assinantes (que montam suas listas a partir do gosto pessoal). Dito isso, exponho aqui uma pequena pesquisa que fiz de alguns artistas em playlists voltadas para o que comumente foi chamado de MPB e NOVA MPB. Imagino que esse cenário seja igual em outros estilos e gêneros musicais.

Em apenas cinco playlists editoriais do Spotify:

  •  AnaVitoria aparece 15 vezes
  • Rubel aparece 12 vezes
  • Tiago Iorc aparece 9 vezes 
  • Caetano Veloso aparece 10 vezes 
  • Gilberto Gil aparece 12 vezes

A lista de artistas que aparecem com mais de uma música por playlist é maior. Esses números, além de representar a ingerência e monopólio das Majors nas plataformas, representam também um esvaziamento cultural e narrativo nesses espaços. É preciso levar em conta que escutar música é um hábito cultural e que o mercado forja esse hábito. Estamos falando de milhões de ouvintes. Atualmente, esse hábito é forjado através da escuta das playlists. Elas dão prestígio, status aos que ali estão. Mostram ao ouvinte médio “aquilo que tem de melhor” no momento para ele ouvir. Porém, há dezenas dessas músicas que estão lá há muitos meses, algumas há mais de ano ocupando esses espaços. Outras são músicas que estão sendo tocadas há décadas nas rádios.

Trago esta reflexão pois, estes artistas por já atingirem grande público (artistas do mainstream e pouquíssimos intermediários) já possuem distribuição algorítmica abrangente e também milhares de inclusões em playlists de usuários e de empresas (Sim, rolava um boato que o Spotify queria punir quem pagasse por vagas alugadas em playlists, porém, todas as majors possuem empresas de playlists com milhares de seguidores - onde só colocam os artistas lançados pelas próprias majors. A Filtr da Sony, Topsify da Warner, Diverge da OneRPM, Digster da Universal, etc). Incrível ironia, não acham?

Além desse acesso digital, em épocas pré-pandêmicas esses artistas que ocupam frequentemente os Lineups de grandes festivais, com bons cachês, possuem agenda anual estabelecida, entrada através de sincronização (tv, novela, série, propaganda, etc), arrecadação de direitos conexos e autorais em rádios, venda de seus produtos físicos, enfim, todas as etapas de um trabalho artístico bem sucedido.

Do outro lado, para a grande maioria a internet se tornou o único lugar para apresentar e fazer escoar o trabalho. Já que os serviços de streaming pagam tão pouco (menos de um centavo por escuta, levando em consideração porcentagens para agregadoras, distribuidoras), por que não democratizar as produções e fazer com que mais artistas apareçam para o público descobrir? Por que não tornar o trabalho de mais pessoas algo sustentável, e reduzir a desigualdade e a concentração de renda no setor artístico? E principalmente, por quê não dar voz a outras idéias, outros comportamentos, outras narrativas? A solução seria criar mais playlists?

Artistas como Caetano, Milton e Gil, por exemplo, por mais que sejam clássicos, artistas de indiscutível valor, são ouvidos à exaustão por décadas. E sinceramente, longe de acreditar que as idéias caducam, mas para mim eles não comunicam a vastidão do novo do mundo, nem nas estéticas, nem na poesia. Eu, pessoalmente, quero conhecer as novidades dos que crescem comigo, que compartilham das lutas e angústias do agora, assim como eles queriam em sua época. A chamada NOVA MPB é dócil, parece que não tem crise no Brasil dela.

Acho que muita gente boa quer "partilhar essa vida boa" com eles, mas essa gente precisa de espaço, de escuta, para mostrar o que pensa e o que sente. A cultura precisa de movimento. Os artistas deveriam pensar em como contribuem com seus próprios trabalhos nos monopólios que são formados. Como contribuem nessa competição medonha que se tornou o mercado musical. No que diz respeito às plataformas já passou da hora de entender que a conta não está fechando em vários pedaços do papel.


Arthus Fochi é compositor, produtor, poeta e tem 4 álbuns e 3 livros lançados.

sexta-feira, 7 de maio de 2021

HC REC #34: Amaro Mann - Refúgio (2021)

Amaro Mann por Alessandro Potter

Com muito digital reggae, o novo EP de Amaro Mann, projeto solo do músico paraibano Leo Marinho, foi gravado durante a pandemia da Covid-19 e conta com os sucessos “Mergulho em La Herradura”, “Coisa boa dub”, “A Cura” e “Tarde em Macaco Beach”. O álbum destaca-se pela alta qualidade sonora, sendo a junção de elementos utilizados na criação do som um grande diferencial: Tem guitarra, baixo, sintetizadores, programações, samplers e até escaleta, instrumento bastante usual no reggae, caracterizado por um timbre agradável de ouvir. Além de todo um arranjo diferenciado, o EP também conta com uma versão Dub de um single produzido por Amaro Mann em 2020 com o cantor Potiguar Zé Caxangá, um dos músicos mais atuantes do cenário musical potiguar. Já em todos os streamings e pra download no bandcamp do selo.


Ouça/ baixe no seu streaming favorito (os mais populares do Brasil abaixo): 



FICHA TÉCNICA:

Gravado, editado e composto por: Leo Marinho (Amaro Mann), durante o ano de 2020 em João Pessoa - Parahyba! 

Masterizado por: Adriano Leão (estudio Casa do Kaos)

Capa por: Filosofino

sexta-feira, 23 de abril de 2021

HC REC #33: Hanni Palecter - CRECA (2021)


 Em CRECA, segundo álbum do misterioso projeto pernambucano Hanni Palecter, todos os monstros de nossa sociedade se libertam e saem do controle! O imaginário popular acerca de vilões vem crescendo exponencialmente nestes tempos onde é infelizmente mais saudável ter menos gente por perto. CRECA é sobre todas as feridas causadas em nós pelo caos pandêmico e desgovernado do Brasil atual. Ao longo dos 7 temas sonoros curtos lançados hoje, que desta vez partem de samples e synths e beiram a psicodelia e o metal, Hanni Palecter busca incitar emoções profundas, que precisam vir à tona para essas feridas cicatrizarem. . Além de chegar em todos os streamings, é possível baixar o nosso novo lançamento no bandcamp do selo.


Ouça/ baixe no seu streaming favorito (os mais populares do Brasil abaixo): 




FICHA TÉCNICA:

Gravado, editado e composto por: Hanni Palecter, no ano de 2021, em meio a pandemia em Pernambuco.

Distribuição digital: TRATORE

sexta-feira, 2 de abril de 2021

HC REC #32: Amaro Mann - "Mergulho em La Herradura" (single - 2021)

Amaro Mann, projeto solo do músico e produtor paraibano Leo Marinho. Conhecido também por trabalhos anteriores como Mo’Faya Kombo e como integrante das bandas Cabruêra e Burro Morto, o músico e produtor agora faz parte do nosso selo e chega com um single de tirar o fôlego. “Mergulho em La Herradura” é um passeio pelo universo da música jamaicana, repleto de guitarras, escaleta, sintetizadores e programações, resultando em um som dançante e psicodélico, que transita entre o reggae, dancehall e dub, estilos populares jamaicanos que surgiram no fim da década de 70. O single lançado hoje, estará no EP “Refúgio”, que será lançado em maio. Baixe o single gratuitamente em nosso bandcamp.

Ouça/ baixe no seu streaming favorito (os mais populares do Brasil abaixo): 


 

FICHA TÉCNICA:

Gravado, editado e composto por: Leo Marinho (Amaro Mann), durante o ano de 2020 em João Pessoa - Parahyba!

Masterizado por: Adriano Leão (estudio Casa do Kaos )